Segundo Roseana Sarney, filha do presidente do Senado, seu pai "não é apegado a cargo". Engraçada essa afirmação já que dia após dia, José Sarney vem resistindo cinicamente às denúncias que pesam sobre as suas costas e não larga, de forma alguma, a presidência da Casa.
Além dos Atos Secretos do Senado, o ex-presidente, ainda está envolvido em outros escândalos como, por exemplo, o desvio de parte da verba emitida pela Petrobras à Fundação José Sarney e uma "suspeita" conta no exterior. Sem contar que hoje, em pleno domingão, outra denúncia caiu como uma bomba. A nota fiscal da empresa varejista Sousa Premiere está na prestação de contas da entidade no convênio com a Petrobras. Teriam sido pagos R$ 12 mil por um curso de capacitação de história da arte ministrado para a Fundação José Sarney.
Na verdade, escrevi tudo isso só pra comentar sobre um vídeo muito bom que vi no blog OpinaSid. É um trecho do filme A Queda - As Últimas Horas de Hitler [download aqui] com a legenda adaptada à crise de Sarney. O nome é A Queda do Bigodão, vale a pena, é engraçado.
Enfim, acaba a festa do menino morto. Depois de 12 dias de sua morte, o caixão de Michael Jackson foi levado para diante dos “famintos” olhos da imprensa e dos fãs. O engraçado é que o mesmo ídolo pop que dias antes era só reconhecido por sua estranha figura foi ressuscitado em sua morte. Estranho? Não, afinal o sucesso póstumo sempre acontece e com Michael Jackson não seria diferente. Quem assistiu ao filme “A festa da menina morta” deve ter percebido uma grande semelhança, afinal, as situações se dão em torno das misteriosas mortes de pessoas santificadas. Na ficção, a morte da menina é celebrada com uma festa em que toda a população segue em procissão cantando, chorando e rezando até chegarem ao altar para escutar o discurso de Santinho, o mensageiro da menina morta. Na realidade, a narrativa caminhou pelos mesmos trilhos. Desde o dia da morte de Michael Jackson milhares de pessoas cantaram incansavelmente suas músicas, choraram, prestaram homenagens e caminharam rumo ao palco. A diferença é que nessa procissão, apenas 17.500 fiéis puderam se aproximar do santo, já que esse foi o número de ingressos distribuídos ao público. Outro ponto: ao contrário da “festa da menina morta”, acompanhada apenas pela população ribeirinha, o mundo acompanhou a cerimônia do rei do pop. Onde estará o corpo de Michael Jackson agora? Ninguém sabe, não há notícias se houve enterro, se haverá cremação, nada! Onde foi parar o corpo da menina que dá nome ao filme? Ninguém sabe também! Pode ser loucura minha, mas vejo a ficção e a realidade se cruzando a todo instante nesses grandes espetáculos. Parece-me que após a morte de Michael todos aqueles que o criticavam tomaram uma “dose” de bondade e passaram a entender sua excêntrica personalidade. Todos passaram à condição de psicólogos e começaram a avaliar os distúrbios de um homem que teve uma infância conturbada. Toda essa “parafernália” desnecessária fez parte da festa. No filme dirigido por Matheus Nachtergaele, são tantos os psicólogos que o irmão da menina morta se revolta e não quer a realização da festa. Ele alega que muitos nem sabem o que estão fazendo lá. Pois é, a vida – ou a morte – é assim...
Nota: Não, eu não sou insensível, apenas acho que as pessoas, independente se astros do pop ou moradores de uma região ribeirinha, tem o direito de morrer sem especulações. Para mim, esse negócio de criticar em vida e santificar na morte está completamente fora de moda (rs). Admito que gosto do Michael Jackson, suas músicas fizeram parte da minha infância, meus tios escutavam muito. Apesar de ser jornalista, em vários momentos, acho a imprensa completamente ...imbecil. "Who's bad?"
A mulher mais feia do mundo Essa é para consolar os pegadores de plantão. Há sempre uma desculpa quando se "pega"uma mulher feia ou, como dizem meus amigos, uma catralha. "Ah, bebi demais", "estava escuro" ou ainda aquela de que "na balada vale tudo". Pois saibam que Nicolau Maquiavel, autor de O Príncipe (download aqui), ficou, segundo ele mesmo, com uma das mulheres mais feias da história.
O relato está em uma carta de Maquiavel em que ele revela que "dormiu e brincou com uma dama a quem chamou de borrão de visão de tão feia. Alguns de seus amigos desconfiavam de sua história, porém a carta é real e conhecida por poucos. Apesar de afirmar que ela era mais feia do que pensava porque estava muito escuro, ele reconhece seu lado "putanesco". O pior de tudo é ele contar que depois de ver aonde, literalmente, havia se "enfiado", vomitou em cima da dama.
A história é muito engraçada, quem tiver um tempinho pra conferir vale a pena. É um texto bem longo, característico da revista Piaui
Detentos filipinos voltam a interpretam o videoclipe Thriller, de Michael Jackson, na última sexta-feira (26), para homenagear o ídolo pop. A primeira encenação foi no ano de 2007 e fez sucesso no YouTube. Sem dúvida, a melhor de todas as homenagens prestadas até agora!
O tema do Debate MTV exibido na última terça-feira foi "Jornalista precisa de diploma?". Eu assiti e achei que a discussão poderia ter sido melhor, mas para quem ainda quer saber mais opiniões sobre o assunto, vale dar uma olhada.
Comentário de Ethevaldo Siqueira no site da CBN sobre o empresário Rupert Murdoch que acredita que dentro de 10 anos todos os jornais serão digitais.Siqueira lembra que a "nova" geração já não tem o hábito de ler jornais impressos. È bem curtinho e descontraído, vale a pena escutar.
Antes que saísse de cartaz, fui assistir ao tão comentado “A Festa da Menina Morta”, estréia do ator Matheus Nachtergaele como diretor de longa-metragem. Confesso que o filme deixou muitas lacunas em minha cabeça. Não só na minha porque no final o público permaneceu por mais um tempo na sala como se ainda estivesse digerindo o excesso ou, talvez, ausência de elementos. A obra trata de muitos assuntos simultaneamente e os questionamentos são inevitáveis. É um filme que toca em pilares como fé e família. A história se passa em uma comunidade ribeirinha do Alto Amazonas. Uma menina desaparece e um cachorro leva um pedaço de sua roupa suja de sangue para Santinho que acabara de perder sua mãe por suicídio. O fato é visto como um milagre a partir de então o “trapo” passa a ser considerado sagrado e o menino, como já mencionado em seu nome, um santo. Oras, mas se a menina desapareceu, qual foi o milagre de Santinho¿ Ai está, o primeiro ponto delicado do filme, pois mostra a fé da população em um milagre que não existiu. E esse é o motivo de revolta do irmão da garota desaparecida, já que a comemoração custa somente a ele e a sua mãe a dor da perda. No entanto, as pessoas só pensam na festa e comemoram o dia do desaparecimento. Outro ponto: dentro da precariedade em que vive, Santinho é tratado como um nobre. Porém, a população não sabe da intimidade do rapaz: ele mantém uma relação incestuosa com seu pai. Santinho representa o sagrado e o profano, mas seus devotos não reconhecem essas facetas. Isso demonstra que, muitas vezes, as pessoas não conhecem aquilo em que acreditam. Será que ele seria beatificado se seus adoradores soubessem dessa relação incestuosa¿ Provavelmente não, pois a família é um dos pilares da sociedade. A vida de Santinho é uma grande farsa (ele é um personagem instável psicologicamente) e ao perceber isso, antes da vigésima “Festa da Menina Morta”, o rapaz entra em crise. Por inúmeros motivos ele percebe que está enganando seu povo e, por isso, diz em seu discurso (supostamente dito a ele pela menina morta) que “a palavra do ano é a dor”. O filme mostra a necessidade de aquela população ribeirinha crer em algo maior, da mesma forma que encontramos centenas de crenças diferentes a cada esquina que dobramos - o mercado depende da demanda. Mas, “A Festa da Menina Morta” não é só isso, ele é angustiante e indigesto. Para finalizar, não posso deixar de expor um pensamento maligno que tive durante o filme: o Inri Cristo, se é que ele vai ao cinema, deveria ver o longa. Quem sabe ele não perceba que, assim como Santinho, que “a palavra do ano é dor”. Pior do que mentir é persistir na mentira...
Entrevista de Matheus Nachtergaele para a revista Bravo, clique aqui