quarta-feira, 3 de março de 2010

5º Dia - Ilhas de Urus e Taquiles


As ilhas flutuantes de Urus são feitas de totora e estão localizadas no lago Titicaca. São muitas ilhas desse tipo, a população vive da pesca de truta. Para adquirir mais produtos, aos domingos (uma vez por mês) há uma feira em terra firme onde há escambo de alimentos. No entanto, a principal fonte de renda é o artesanto vendido para os turistas de visitam a Ilha.






Chiquitos brincam no barco de totora utilizado na Ilha. São cobrados 10 soles por turista que quiser da uma voltinha. Eu preferi economizar, hehe!









Ilha do Sol: tradição Aymara. O povo é muito grato por tudo que a terra dá a eles.



Na Ilha do Sol, os homens só se casam depois que tecem sua melhor roupa. O artesanato é ensinado pelos mais velhos, que são muitos respeitados pela sabedoria que tem. Homens casados e solteiros usam trajes diferentes, o casamento é muito respeitado por lá.




A caminho de Taquiles: duas horas e meia de barco pelo rio Titicaca

terça-feira, 2 de março de 2010

4ºDia - City Tour/Puno

Acordamos cedo, mas ainda não estávamos descansados de Machu Picchu. Fomos atrás de um tour para as ruínas de Tambomachay, Pukapukara, Q'uenqo e Saqsayhuamán. Compramos o passeio por 25 soles por cabeça e fomos dar uma volta em Cuzco para aproveitar o nosso boleto turístico.

Visitamos alguns museus e fomos almoçar. Queriamos comer com pouca grana, já que no dia anterior tínhamos gastado um pouco além da conta na hora do jantar. O Jota viu um lugar onde a refeição saia por 4,5 soles e , então, fomos até lá. Logo que entramos no restaurante, eu perdi a coragem! A comida não tinha uma cara nada boa!







As peruanas vestidas com roupas típicas cobram 1 sol por foto (Convento de São Domingo)





Mesmo assim, o Jota quis enfrentar, mas começou a perder a coragem logo na canja servida de entrada. Definitivamente, não dava pra encarar. Fomos para o Bembus, uma lanchonete bacana que oferecia uns combos que valiam a pena. O Jotinha nem conseguiu comer, coitado!

Fomos para o city tour. Nosso guia era o mais engraçado de todos, se chamava Carlos e ele matou uma curiosidade nossa: a bandeira quadriculada que víamos na cidade, não era a bandeira gay, mas sim a bandeira que representa a fertilidade da terra, que também leva as cores do arco-iris.

Fomos para o Convento de São Domingo, onde o Jota passou mal em consequência do agradável "pollo" que comeu no almoço. Depois, fomos para Tambomachay, Pukapukara, Q'uenqo e Saqsayhuamán (Sex a Woman para quem não consegue pronunciar). A noite partimos para Puno, deveríamos chegar lá por volta das cinco da manhã. As próximas paradas seriam as ilhas de Urus e Taquiles. Já era dia 23, passaríamos no Natal em Puno e depois seguiríamos para Copacabana, na Bolívia.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

3º Dia – Machu Picchu

Sim, chegamos em Machu Picchu, sete da manhã!

Acordamos as seis de manhã e saímos rumo a Machu Picchu. Ainda não tínhamos os bilhetes de entrada e, então, fomos à oficina. A Mari, mas uma vez conseguiu pagar metade, 70 soles, eu e o Jotinha pagamos 130. Os ônibus que saem para MP saem com freqüência e a viagem sai por 18 soles.

O caminho para MP já é sensacional, subindo caminhos estreitos e já é possível ver as várias nuvens de em volta das montanhas. Chegamos por volta das sete e meia, conversamos com um guia que cobraria 20 soles por cabeça para um grupo de até 5 pessoas. Enquanto esperávamos que ele arrumasse mais pessoas, fomos até a lanchonete e nos deparamos com preços assustadores! Um copo de água por 10 soles, um sanduba com uma cara feia por 22 soles... enfim, preços turísticos!





Depois de uma hora de subida no Wayuana Picchu, vimos Machu Picchu de cima! Cansa, mas vale a pena demais!





O mundo é realmente uma pracinha! Nessa hora encontramos um casal da Unesp de Bauru, onde eu e o Jota estudamos durante, sem dúvidas, os quatro melhores anos de nossas vidas. Como queríamos subir no Wayuana Picchu, fomos apressar o guia para não corrermos o risco de não poder subir a montanha. Há uma quota, somente 200 pessoas por dia.

Ah, Machu Picchu é fantástica e estando lá é possível entender porque ela foi a única cidade inca que não foi descoberta pelos espanhóis! Ela é cheia de pontos estratégicos e está em uma área de difícil acesso. Frustante foi saber que a família do menininho que acompanhava o “descobridor” da cidade recebeu apenas um sol de consolação e ainda foi “despejada” da terra.

A sensação é de estar dentro de uma foto do Google Imagens. Sem dúvidas, vale mais do qualquer aula de história. Os incas eram geniais! Geniais pela arquitetura, geniais pela agricultura, geniais pela cultura... só vendo mesmo, não há muito como descrever a sensação.

Conhecemos uma parte do complexo e o guia nos deixou na entrada do Wayuana Picchu. Uma hora e dez de subida intensa, é muita escada! Todos os gringos que nós encontrávamos nos diziam que faltavam apenas 15 minutos para o topo. Era mentira, claro! Difícil também era respirar na altitude, o cansado era evidente.

Depois de uma longa caminhada chegamos e a sensação era, mais uma vez, indescritível. Machu Picchu agora parecia feito de pecinhas da Lego! Sensacional porque muitas vezes questionamos se conseguiríamos subir, já que não somos nada atléticos...rs. Ficamos lá em cima por uma hora e meia, mas começou a chover e achamos melhor descer, o que foi bem mais rápido, é claro.

Não teve jeito, tivemos que pagar 10 soles pela água! A Mari tava com muita dor nas pernas e, então, ficou na lanchonete nos esperando porque eu e o Jota voltamos para conhecer o restante da cidade debaixo de muita chuva. Saímos de MP por volta das 15h30, já que tínhamos sair do hostal às 17h (pechinchamos e conseguimos deixar as malas lá por 10 soles além da diária).

No hostal, o bom e velho banho! Nosso trem partiria às 20h para Ollanta, mas antes de ir embora tentamos comprar uma cusqueña pro Jotinha que mais parecia um chá, de tão quente. Não há cerveja gelada.

Chegamos em Ollanta e já pegamos um ônibus para Cuzco, 5 soles. Logo depois chegou o trem local, que transporta somente peruanos e o ônibus encheu. Coitada da Mari, que foi do lado de um cara de parecia ter uma cebola embaixo do braço. Eles tem um cheiro peculiar, meio estranho para nós!

Chegamos em Cuzco e fomos procurar um hostal. Desta vez, 60 soles o quarto triplo. Não era uma maravilha, mas tava bom. No dia seguinte iríamos visitar as ruínas de Tambomachay, Pukapukara, Qenqo e Saqsayhuamán. Depois, seguiríamos para a cidade de Puno.

sábado, 30 de janeiro de 2010

2º dia - Vale Sagrado e Águas Calientes



Acordamos cedo, fizemos nosso “desayuno” e fomos para a Plaza de Armas, de onde sairia nosso ônibus para o Vale Sagrado. A primeira parada em uma feirinha de artesanato, distante 17 km de Cusco. Lá comprei algumas coisas incrivelmente baratas. A próxima para já seria nas ruínas de Pisac.

Era segunda –feira, portanto, não havia feira em Pisac, pois só acontece as terças, quintas e domingos. Assim que chegamos compramos nosso boleto turístico, 130 soles. A Mari conseguiu usar a carteirinha antiga da pós-graduação e pagou a metade do preço.

Até então, quase não havíamos sentido a altitude, mas realmente a subida foi cansativa. Ainda bem que ninguém passou mal! Realmente, um mochilão desses vale mais do que qualquer aula de história ou geografia. A guia que estava com a gente explicou muitas coisas interessantes e incríveis. Ninguém sabia que os pulmões dos habitantes da região andina são no mínimo três vezes maiores que os nossos! Afinal, respirar na altitude é preciso! É por isso também que eles são pequenos e com o corpo um pouco triangular.... para abrigar pulmões tão grandes! O aprendizado vai além da história!

Ruínas de Pisac


De Pisac seguimos para Ollanta, onde também embarcaríamos para Águas Calientes. Vale ressaltar que infelizmente esses locais foram atingidos por fortes chuvas na última semana e estão, literalmente, embaixo d’agua. Em Ollanta, conhecemos mais algumas ruínas e depois o ônibus seguiu para Chinchero.

Nós não seguimos viagem, ficamos conhecendo o povoado e fomos na feira de artesanatos, onde uma “chica” queria trocar uma mercadoria pela minha mochila pequena. Juro que pensei duas vezes, mas ia ficar sem mochila depois e a viagem ainda estava no começo..hehe.

Vista de cima - Povoado de Ollanta


Tomei um caldo de alho muito bom em Ollanta, estava frio e o trem só ia sair às 21h30. Chegamos em Águas Calientes por volta das 23h e fomos para um hostal que, segundo a moça, era “muy cerca y bueno”. Nem perto, nem bom, nem com chuveiro funcionando, foi uma luta até água esquentar. No entanto, os 40 soles pagos pelo quarto triplo foi o suficiente para descansar para o dia seguinte: Machu Picchu.

De São Paulo a Cuzco


Plaza de Armas, Cuzco

É claro, a expectativa estava grande, afinal tinha chegado o grande dia e o nosso mochilão ia começar. O vôo saiu de Cumbica ás 18h50 e às 21h00 já estávamos no aeroporto de Lima. Resolvemos ir até Miraflores porque a conexão para Cuzco sairia só às 10h00 do dia seguinte (20/12). Foi ai que fomos surpreendidos pela primeira vez na viagem!

Combinamos 25 soles com o taxista até Miraflores, mas ai ele começou com papo de que iria ficar muito caro e pra voltar e que era melhor a gente ficar em um outro lugar que também era super agitado, a Marina. Acreditamos nele e depois, além de pagarmos 10 soles a mais, fomos parar no risca faca de Lima.

Resolvemos parar em um bar que eu não me lembro o nome, mas que parecia ter saído da vilinha do Chaves. Ficamos lá um por um bom tempo, experimentamos várias cervejas e “ai, sim! Fomos surpreendidos novamente!”. Perguntamos para o dono do buteco o que era a porção de papas al hilo e ele não soube explicar, logo não conseguimos entender e quando chegou o prato estávamos em frente a um grande prato de batata palha! Hahahaha, foi ridículo!

Ficamos lá mais um tempo e depois decidimos procurar outro lugar. Na avenida um monte de “pollerias” e a gente não tava com a mínima vontade de comer frango. Várias baladas estranhas! Achamos melhor não entrar porque além da cara de turista, estávamos com nossas mochilas.

Já era madrugada, voltamos para o aeroporto e passamos a noite mais interminável de nossas vidas. Brincamos de “O Terminal” até a saída do vôo para Cuzco. O Jota conseguiu dormir um pouco, mas eu e a Mari resolvemos sair do aeroporto pela manhã para tirar umas fotos. Foi ai que vimos uma galera comendo pão com ovo, vendido no ponto de ônibus! Não, nós nem cogitamos a hipóteses de comer um.

Depois de muitas horas de espera, embarcamos para Cuzco. Chegando lá, uma porção de pessoas oferecendo hostal. Não aceitamos nenhum, é preciso pechinchar! Conversamos com um taxista muito gente boa, o Willy (Cualquier cosa que necesitas, llamas a Willy!) que levou a gente pra um lugar bem bacana, próximo a Avenida El Sol, duas quadras abaixo da Plaza de Armas. Preço: 70 soles o quarto triplo. Fechado!Tomamos banho e tiramos o dia para conhecer a cidade e suas pequenas ruas.

Conseguimos almoçar por 15 soles, menu turístico, que traz uma sopa ou creme de entrada, o prato principal, o postre ( sobremesa) e uma bebida. Experimentei carne de alpaca e me pareceu um pouco forte, mas depois achei muito boa! Tomamos o famoso pisco sour, mas confesso que não curti só pelo fato de saber que aquela espuminha é clara de ovo..hehhee.

Aproveitamos para já providenciar nosso passeio ao Vale Sagrado ( 20 soles por cabeça) porque nosso trem para Machu Picchu sairia na segunda, 21/12, a noite. Compramos várias coisas porque estava meio frio, então nos equipamos de toucas, luvas, meias e blusas típicas. Todo turista faz isso!

Já nesse primeiro dia, muito me impressionou o misto de beleza e pobreza na ruas de Cuzco. São principalmente mulheres e crianças pedindo dinheiro (Um sol por mí señor) ou cobrando por fotos.

Uma das muitas peruanas que vendem comida nas ruas de Cuzco

Pela noite fomos ao Mushroom, mas estava vazio! Bebemos algumas cusqueñas e mojitos e fomos dormir. No Mama Àfrica, a balada mais cobiçada de Cuzco, não havia nada...apenas aulas de Salsa.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Engraxate

Chiquito peruano engraxa sapatos de turista na Plaza de Armas, Cuzco, Peru

domingo, 18 de outubro de 2009

A irônia de Inglorious Bastards


A sensação é indescritível. Além de cômico, o filme revela quanto o ser humano é impiedoso. Não pelas atrocidades nazistas que já conhecemos, mas pelo seu desfecho de efeito espetacular.

Ao exterminar todos os nazistas de uma só vez na explosão do cinema da jovem judia Soshanna, Quentin Tarantino desperta no público o mesmo sentimento de satisfação que o caricato personagem de Adolph Hitler expressa durante todo o filme. Logo no início, no diálogo entre o camponês Pierre LaPadite ( Denis Menochet) e o caçador de judeus, Hans Landa (Christoph Waltz), Tarantino explora a insanidade do nazismo: ninguém sabe porque os ratos são odiados, eles servem apenas para serem mortos. Essa é a sensação reveladora e assustadora despertada ao ver a cúpula nazista ir pelos ares.

A construção dos diálogos e dos capítulos parece nos colocar no filme, regado ao banho sangue característico dos filmes de Tarantino. Os Bastardos, grupo liderado pelo irônico Aldo Raine (Brad Pitt) é simplesmente hilário. As doses de violência e sarcasmo parecem combinadas homeopaticamente.

Sensacional!

Veja o trailer: